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Deslindando a Avaliação

Ao longo de sua história de atuação na formação de gestores educacionais, escolares e professores a Roda Educativa (antigo CEDAC) tem procurado dialogar com as políticas educacionais. No entanto, nos processos formativos desenvolvidos no período de 2020 a 2022 essa tarefa tornou-se bastante difícil devido à falta de sinergia entre as concepções subjacentes às políticas educacionais da gestão vigente e aquelas que sustentam as formações desenvolvidas por nós.

Este fenômeno pode ser especialmente observado nas formações que abrangem o segmento da alfabetização. Isso porque muitas das Secretarias de Educação participantes de nossos projetos aderiram ao Programa Tempo de Aprender, uma das únicas políticas disponibilizadas pela União para apoio às redes no enfrentamento dos danos resultantes da pandemia de Covid-19, no contexto do PNA – Plano Nacional de Alfabetização. Este Programa já foi alvo de análise e está disponível no e-book “Tempo de aprender – o que não fazer em sala de aula”  que demonstra, por meio de exemplos, diversas incoerências da proposta do Programa com o conhecimento historicamente produzido sobre alfabetização. Ao final a especialista propõe algumas questões fundamentais:

Afinal que leitor é esse que não precisa aprender a ler com os livros? Que leitor pode prescindir da literatura? O que ele pode vir a aprender sem os livros? O que se deseja que as crianças aprendam com tamanha limitação? E o mais relevante: o que não se quer que elas aprendam?

Entretanto, as ações formativas desenvolvidas com profissionais das diferentes instâncias da educação permitiram observar que a adesão ao Programa Tempo de Apender bem como aos seus desdobramentos, como as avaliações disponíveis no Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd UFJF) – as quais serão objeto desse estudo – não necessariamente representou uma concordância com a proposta do Programa Federal nem tampouco resultou de uma análise da concepção pedagógica que o sustentava, inclusive pela dificuldade de identificação das diversas concepções presentes na arena das políticas educacionais: Que projeto de sociedade se tem? Qual é o papel da escola? Qual o lugar do estudante no seu processo de aprendizagem? Que estudantes alfabetizados queremos formar? O que significa “alfabetização” nos tempos atuais?

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