Bem antes de a nossa equipe ir aos territórios e as formações dos projetos começarem, a Roda “já está girando” nos bastidores para preparar o trabalho que se desenrolará ao longo do ano. A maior parte das ações em campo só têm início em meados de fevereiro ou até março, depois da retomada das aulas nas escolas, mas esses primeiros meses do ano são essenciais para assegurar um planejamento consistente.
“O começo do ano aqui na Roda Educativa é sempre intenso, pois retomamos as avaliações que fizemos no final do ano anterior sobre o nosso trabalho para revisar conteúdos e estratégias formativas. Há sempre muito a tratar nos planos de formação, mas procuramos fazer uma priorização a partir do que cada território demanda e também do que está sendo proposto nas atualizações do campo da educação e nas políticas públicas atuais. Fazemos tudo isso em momentos de encontro com as equipes, numa construção coletiva e colaborativa”, explica a nossa diretora executiva Patrícia Diaz.
Portanto, além da interlocução com parceiros e redes de ensino envolvidas em nossos projetos, a diretoria da Roda mantém diálogo com o Ministério da Educação para que possamos acompanhar, compreender melhor e contribuir com as políticas educativas em curso.
“Costumamos dizer que a Roda é uma instituição ‘casa de ferreiro e espeto de ferro’, ou seja, buscamos ao máximo, ser coerentes com o que preconizamos para os educadores com os quais atuamos. Então, se queremos que cada escola seja um lócus de reflexão e construção de sua prática em prol da melhor qualidade possível para o que é ofertado aos estudantes, aqui também não poderia ser diferente: asseguramos aos nossos formadores e coordenadoras tempo para reuniões de trabalho coletivo, estudos e muita troca entre projetos e áreas diferentes. Acreditamos que a riqueza da nossa intervenção se dá justamente por esse encontro da pluralidade de conhecimentos, experiências e contextos que temos em nossa equipe”, destaca a diretora.
Sempre em Roda
As coordenadoras dos projetos atuam no planejamento e seu acompanhamento em todas as fases e zelam pela harmonia da equipe interna e desta junto aos parceiros. Há um cuidado especial com as pautas e materiais produzidos em cada iniciativa e no acompanhamento dos indicadores de avaliação para que possamos estar sempre monitorando os resultados e ajustando os rumos do projeto, quando necessário.
Esse é um processo que é intenso no início do ano, mas que ocorre regularmente nos meses que seguem. Temos ciclos de ação em campo e, a cada ciclo, fazemos reflexões sobre as ações realizadas, novo planejamento e ajustes de rota. “É muito comum que as reflexões que nossa equipe faz após a interação com as/os educadoras/es das redes tragam mais elementos para sermos cada vez mais assertivos nas propostas que levamos nos encontros seguintes”, finaliza Patrícia.