A escuta atenta como princípio para a organização da formação continuada de gestores escolares e professores
A legislação brasileira valoriza e incentiva a participação social nas escolas. O artigo 206 da Constituição Federal (CF) de 1988 coloca a gestão democrática como um dos princípios a serem garantidos no ensino público; a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, reforça a necessidade da participação da comunidade escolar, incluindo equipes docentes, funcionários, familiares e estudantes, em instâncias decisórias; e o Plano Nacional da Educação (2014) também ratifica esse fundamento. A Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2018) traz, dentro das dez competências gerais, diversas aprendizagens que podem ser favorecidas quando se propicia aos estudantes situações de participação e escuta. E, mais recentemente, o Ministério da Educação, no âmbito do Programa Escola das Adolescências (2024), instituiu a escuta dos adolescentes como uma estratégia importante de construção da política educacional para os anos finais do Ensino Fundamental. Esta política prevê ambientes que favorecem o protagonismo estudantil, bem como o pertencimento ao espaço público da escola a partir da escuta, acolhimento e diálogo.
Entretanto, ainda há escolas onde prevalecem relações verticais, com pouco ou nenhuma participação de estudantes ou da própria comunidade ao redor. Ou seja, a normatização dessa intenção na educação é fundamental, mas não suficiente para que as práticas de participação e escuta sejam implementadas pelas escolas junto às/aos estudantes, seus familiares, profissionais da educação e outros atores da comunidade.
Se as/os profissionais que estão diariamente na escola atravessam situações formativas marcadas pela pouca participação, como poderão se apropriar da escuta como uma condição fundamental para o fortalecimento da participação, do pertencimento e da aprendizagem? É este o ponto específico deste artigo, que tem como objetivo contribuir com profissionais que são responsáveis pela formação de educadoras/es nas suas redes, por meio de reflexões que organizamos a partir da experiência em três projetos desenvolvidos com a parceria técnica da Roda Educativa.
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