O Seminário Interno da Comunidade Educativa CEDAC investiu na formação da equipe pedagógica nas questões da equidade na educação, e trouxe para o centro das discussões a educação para as relações étnico-raciais.
O evento, que foi realizado na Faculdade do Educador (FEDUC), começou com uma discussão de macroindicadores (Anuário da Educação Brasileira e IOEB – Índice de Oportunidades da Educação Brasileira) e ampliou a discussão com as educadoras e pesquisadoras Bel Santos Mayer e Luciana Gomes sobre a “Literatura Africana”, apresentada não só como direito da população negra mas como patrimônio universal. Luciana Gomes apresentou a sua dissertação “Mitos dos orixás afro-brasileiros: recepção e representatividade” e Bel Santos Mayer compartilhou sua investigação sobre as diversas “Práticas sem cor”, em que o racismo é dissimulado.
Na oficina “Educação e Equidade”, as pesquisadoras do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) Waldete Tristão, Luciana Alves e Lucimar Rosa Dias instigaram a equipe da Comunidade Educativa CEDAC a refletir sobre o que é uma educação que considera as relações étnico-raciais, o que significa muito mais do que falar sobre racismo. Problematizaram as formas como o racismo se construiu institucional e historicamente e se sustenta até hoje, embora ainda há quem o negue, e evidenciaram o compromisso inescapável da educação com o antirracismo, por questões legais, mas principalmente éticas e morais.
Já na oficina “Potências das crianças e alunos como sujeitos das culturas escritas”, ministrada pelas coordenadoras pedagógicas Sandra Medrano e Fátima Fonseca, debateu-se a importância de conceber a participação na cultura escrita como um direito e de compreender que o objeto de ensino são as práticas sociais da leitura e da escrita, não se restringem à língua.
É a equipe da Comunidade Educativa CEDAC em formação, aprendendo sempre para ensinar cada vez melhor!

